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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Manual para o pensamento




Manual para o pensamento



Nos dias de hoje estamos tão acostumados com a facilidade tecnológica que não percebemos que temos o mundo
sob o click do mouse, do controle remoto e que assim, controlamos a intensidade da luz, o som, a temperatura
ambiente, a caixa postal. No entanto, esquecemos que seres humanos não atendem a comandos.
Sabe quando esquecemos? Quando agimos solicitando das crianças respostas únicas, atitudes que estejam de
acordo com o nosso pensamento.
Augusto Cury, em seu livro “Pais Brilhantes, Professores Fascinantes”, reflete que mesmo as crianças possuindo
uma inteligência que não pode ser comparada a um computador, existem pais que insistem em educá-las como se
fossem aparelhos lógicos. E acrescenta, “regras são boas para consertar computadores. Dizer ‘faça isso’ ou ‘não
faça aquilo’, sem explicar as causas, sem estimular a arte de pensar, produz robôs e não jovens que pensam”.
Claro que isso não quer dizer que as regras não devem existir. Ao contrário, elas devem existir de forma
coerente, com significado para a criança.
Deve-se, portanto, deixar de exigir além do que as crianças podem oferecer, ou melhor, lembrar que nossos
filhos são apenas crianças e que não devem ser cobrados como adultos, ou como uma máquina.
São eles, seres humanos que pensam e sentem. Que num mesmo dia experimentam um turbilhão de emoções
diferentes e com intensidades diferentes. Essas crianças precisam desvendar o mundo no qual estão inseridos, de
forma a admirarem as pequenas coisas da vida: um sorriso, o nascer do sol, o cheiro das flores, a beleza
misteriosa do mar, o abraço do amigo...
O ser humano, diferente da máquina, é um ser de várias respostas, várias interpretações, várias interrogações,
com complexidade ímpar, difícil quando simplificamos tudo isso em uma coisa pronta e acabada.
Laura Arato
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